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terça-feira, 2 de setembro de 2014

O Tigre e o Garoto

Era uma vez um tigre muito forte, grande e com garras e dentes bem afiados. Igual a esses tigres que a natureza faz, assim bem feitos. Desses tigres que em seu habitat natural se viram muito bem. Metem medo em suas presas e só atacam quando seu instinto de animal silvestre ordena que deva atacar. Essas coisas de animais. Coisas da natureza.

Um dia, ele estava em sua jaula. Jaula é esse ambiente naturalmente produzido por homens para enjaular quem estava livre. Porém sua jaula tinha um belo adorno, uma plaquinha que naturalmente advertia " não ultrapasse o limite de segurança". O tigre na sua liberdade naturalmente enjaulada foi visitado por um garoto, bem novo, bem novinho, agitado e que não tinha pais. Desses garotos naturalmente produzidos por homens modernos ou até mesmo pós-modernos que aparecem como responsáveis em documentos, mas da mesma forma desaparecem quando seua garotos estão por aí.

O garoto muito ativo, brincava com o tigre, chamava sua atenção, corria para lá e para cá bem, mais bem pertinho da jaula do feroz felino, naturalmente enjaulado. Até subia na grade que naturalmente separa o tigre do garoto.

O tigre na primeira oportunidade tomou o garoto de assalto com suas patas grandes e com garras bem afiadas e lhe deu uma bela mordida. A situação foi percebida por muita gente que naturalmente observava aquilo ali e naturalmente não faziam muita coisas, às vezes, um grito ou outro, gritos naturalmente produzidos como sinal de "to fazendo a minha parte".

Neste momento, naturalmente, o garoto deixa de ter pai. E então aí vem o falatório e a burocracia.

Moral da história: tigre em jaula não faz milagre.

M.H: plaquinha de advertência fala a verdade.

M.H: jaula não é legal pelo lado de dentro, só pelo lado de fora.

M.H: se pula e corre demais é presa, posso morder.

M.H: advogado bom ganha dinheiro.

M.H: dentro do zoológico nossos pais desaparecem.

M.H: mais vale levar uma mordida do que levar uma bronca

M.H: quem não chora, não mama.

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