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sexta-feira, 28 de agosto de 2015

As minhas bagagens não ficaram comigo.

Seria uma viagem como outra qualquer, no entanto os acontecimentos fizeram-na especial. Nada confortável e tranquilizador, mas são essas situações que são as boas. São significativas, mais tarde espero que você, caro leitor, consiga entender dessa forma.

Bom, estava eu em um ônibus quando chegamos a um terminal rodoviário modesto em alguma cidade igualmente modesta - suponho eu ao observar ao redor - não sabia onde eu estava, só sabia como estava: confuso, perdido, inseguro. O meu tempo não era o mesmo que o externo, meu espaço interno estava um pequeno caos diante do caos de fora.

Fiquei mais transtornado quando percebera que meu ônibus havia partido dali e eu ficara, todavia, passado algum tempo me peguei no meu engano. Que alívio, meu ônibus estava ainda lá, me esperando para partir. Porém, este mesmo alívio passou, porque agora minhas bagagens não estavam mais comigo. Mobilizei as pessoas que deveria mobilizar e chamei a atenção de quem não devia.

Aí, então, lembrei. Eu estava dividindo as malas com uma outra pessoa, que já havia partido no ônibus, que eu achei que era o meu, e com ela fora todas as bagagens com as coisas dela e com as minhas.
Que alívio, não perdi as minhas bagagens, Que estranho, não fiquei com as minhas coisas!

Meus olhos aos poucos se abriram e aquela sensação de alívio e de estranhamento se abriram com meus olhos e passou do meu sonho para os meus primeiros instantes da manhã. Havia acordado e o meu sonho havia acordado comigo. Ele me afetara.

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