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terça-feira, 25 de agosto de 2015

O que fazer diante da morte?

Diante da morte não se faz nada. Isso mesmo, nada. Morte é morte. Ou seja, é o ponto final da sua história. Aí é que está. Sua história? Como ela foi construída? Sua narrativa será conhecida com orgulho? Feitos heroicos, lutas, conflitos internos, atitudes nobres, virtudes, a participação do outro... como tudo isso aconteceu? Ou não aconteceu?

Quando esta glamourosa Senhora bate a nossa porta, tudo começa a fazer sentido. Então, ou nos desesperamos com sua aproximação, nitidamente certa, ou tranquilos e de coração manso, puxamos uma cadeira para ela e a recebemos com a maior cordialidade de quem já sabia que ela iria chegar. E sabendo disso, antes mesmo de conhecê-la, já amigavelmente preparou o momento para um bom papo. É uma prosa boa, que nem parece prestação de contas de tão leve que é. A cada fato alegre, os olhos brilham. A cada tristeza, os olhos marejam, mas em nenhum momento envergonhados. Todos justificados na batalha que é viver.

A morte é o último degrau, aquele perto da porta. Você vai por o pé nele, a porta vai abrir e quem estiver lá do outro lado dela, vai te receber ainda no degrau. Sem volta.
O que fazer diante da morte? Nada. Somente entre.

Thiago Saveda

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